Primeiro princípio – IKE

Partindo do ponto em que o mundo é o que você pensa que é, nós conseguimos alterar o mundo com a nossa vontade e alterando o nosso pensamento. Todos nós sabemos que nosso sentimentos e nossas idéias acerca de como as coisas são alteram a nossa percepção dos fatos, um exemplo disso é a chuva, pra quem quer dormir pela manha a chuva é ótima, pra quem tem que acordar cedo ela é um grande empecilho.

Agora ampliemos um pouco essa idéia. Todos nós conhecemos alguém pessimista, mas pessimista mesmo, se repararmos no comportamento dessa pessoa e na vida dela veremos que não importa muito o que aconteça ela sempre arruma um motivo para reclamar pode ser a chuva, a falta de chuva, e até mesmo uma promoção no trabalho é visto como um motivo para se frustrar pois afinal, mesmo recebendo um aumento de salário ela terá mais tarefas a serem realizadas por ela. O mesmo o corre com as pessoas otimistas, que não importa o que ocorra, sempre há algo positivo nessa situação.

Partindo desses dois exemplos vemos que não existe nada pré-dado, os fatos no mundo não são bons nem ruins em sí, tão pouco as coisas tem sentido por sí. Somos nós que significamos o mundo, nós que damos sentido as coisas que nos rodeiam. Isso implica em dizer que nenhum sistema de crenças é absolutamente verdadeiro, todos os sistemas são arbitrários; tal fato é nós lança de encontro com a responsabilidade por nós mesmo e pelas nossas escolhas, afinal não existe verdade absoluta.

Outro ponto que podemos levantar com base nesse principio é que tudo não é nada mais que um grande sonho. Pois nada me prova que na realidade eu estou segurando um computador em minhas mãos ou que quando encontro um amigo ele de fato esteja lá onde eu o vejo. Em suma, a realidade é aquilo que eu considero ser real pois é impossível provar que o que eu percebo com meus sentidos é de fato real ou não. Isso contudo não implica em dizer que tudo é uma ilusão, mas que o sonho é real e o real é um sonho, aquilo que denominamos realidade, sob essa lógica é um sonho compartilhado na qual duas pessoas sonham as mesmas coisas e o louco é aquele que sonha o que não admito ser sonhável.

Os outros princípios vão tornar essa idéia mais aplicável. Só gostaria que vocês pensassem na implicação, nas responsabilidades e na leveza que trás compreender o mundo dessa forma.

Um grande Abraço

Daniel

5 comentários a “Primeiro princípio – IKE”

    1. Como eu disse S., esses princípios são arbitrários, cabe a você aceitá-los ou não. Quando os coloquei aqui era pra mostrar a minha filosofia de vida, que pode até parecer meio fake, mas que tem me feito bem. Grande Abraço.

  1. Quem bom que tem te feito bem Daniel. Que bom que pode te fazer bem. Que você tem uma realidade contextual que permite isso. Acho interessante tirar o significado adjetivado das coisas como você disse, bom e ruim, só que com a consciência de que tem um limite real nisso tudo. Não dá pra viver em um eterno jogo do contente.
    Por mais que possamos ter controle sobre as mudanças em nós mesmos, e assim mudar o nosso mundo de certa forma, não é sempre que isso acontece. E nem para todo mundo que isso é possível.
    Muitas vezes tudo está uma bosta, não porque você quer, ou enxerga de forma equivocada, ou praticou alguma ação que o levou a isso, e tudo mais, as vezes só é uma bosta e não há nada que você possa fazer a respeito.
    E tudo bem, isso é normal.
    Acho estranho como algumas pessoas (não estou dizendo que é o seu caso), estão fazendo disso, esse otimismo crônico um sintoma de desenvolvimento pessoal ou sei lá o quê. Como se você se tornasse um ser humano melhor quando percebesse que isso depende de você, só de você.
    E cara, como isso soa a uma resiliência que me incomoda, que traz um conformismo implícito.
    Acho bem mais “maduro” o reconhecimento do que para você é/está ou não ruim como parte do ciclo. E não como ser portador de pirlimpimpim que tranforma qualquer coisa em paz.

    1. Caro S., concordo com o que você diz, exponho aqui para mostrar a diferença que vejo entre o que você fala e o que eu tinha a intenção de falar no texto sobre IKE pois quando nos empoderamos e colocamos em prática os princípios IKE juntamente com MANAWA e MANA, temos uma receita contrária a resiliência.
      Aceitar o fatalismo da vida ou mesmo aceitar que as coisas não vão bem por que simplesmente acontecem, isso sim é ser resiliente. Quando exponho sobre IKE é para demonstrar a importância de uma perspectiva de esperança e de possibilidade de mudança nas coisas que não vão bem e de forma alguma para propor um mito da eterna alegria e bem-estar. IKE sempre trás a pergunta: como estou encarando os desafios da minha vida? Estou resmungando por aí ou estou me articulando com outras pessoas para lutar pelo que eu quero? Não se trata de um pirlimpimpim mágico, mas de uma postura necessária para que hajam revoluções individuais, coletivas e sociais. É necessário esperança, é necessário acreditar que é possível mudar, o que não ocorre S. quando acreditamos que existem coisas que nos imobilizam, que são limites intransponíveis. Espero ter conseguido por de uma maneira mais clara o que acredito e como vivencio o principio IKE.

      Grande Abraço
      Daniel

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