continuo caminhar em busca de luz, amor e liberdade

Existem diversas formas de enviar energia à distância. A mais simples de todas é imaginar, desenhar ou escrever o nome do que será tratado em uma das palmas da mão e em seguida colocar as mãos em prece (gassho, em japonês) com a firme intenção de mandar energia, deixe as mãos nessa posição por 5 minutos (geralmente é o suficiente).

A cura a distância é tão vasta quando a sua criatividade, pode ser usada para realizar um auto tratamento mais rapidamente, para tratar pessoas que estão longe, animais ariscos nos quais é difícil realizar a imposição das mãos… Além disso serve para a limpeza energética de quartos, casas, prédios, cura de cidades, estados, países….

Pode ser usada também para curar acontecimentos passados (falarei mais sobre isso em um texto futuro) e para situações futuras na qual será difícil se aplicar reiki como provas e entrevistas de emprego. Vale a pena usar 5 minutos logo após acordar para tratar o seu dia inteiro – quando faço isso o dia parece fluir muito mais facilmente, isso não quer dizer que o Reiki seja uma grande panaceia, mas que ele é uma excelente ajuda pode ter certeza.

Outra utilidade muito boa para a cura a distância é para curar relacionamentos – escreva na mão algo como relacionamento entre fulano e ciclano e deixe o reiki fluir. Além disso pode-se utilizar essa técnica para ajudar a curar traços de personalidade como raiva, impaciência…

A técnica base é essa. Mãos a obra.

A alma é vagarosa. Desliza sobre as planícies e se esparrama pelos vales. A mão tece vagarosamente o destino escolhido pela alma. E é sempre tão lendo que poucas palavras por dia são o suficiente para expressar o seu árduo trabalho de fiar nossas vidas.

Pra nós o tempo da alma chega a ser absurdo. Como pode demorar tanto para desfazer nós¿ A alma não acompanha o dinamismo do espirito, nosso tão conhecido espirito. Este, pulsa como fogo, se alastra pelas colinas, porém, ao menor vento, se encolhe como um animal acuado e volta para a sua toca. A alma persiste. Persevera como a agua que corre montanha a baixo fazendo o seu trajeto. Quando o espirito se rende a alma, ele se torna como uma bela flor que percorre vagarosamente o rio até encontrar o seu destino, o esplendor do mar.

A nós, a essa parte de nós que insiste em querer movimentos bruscos, tapetes novos a todo momento, cachoeiras em todos os cantos, só resta a contemplação. A alma não acelera seu ritmo, mas nos podemos frear e observar, e ver o lendo e sincero percurso de nosso espirito sobre o rio sereno da alma.

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É tudo tão doce – Ele repetia alto para que pudesse ser claramente entendido.

Era um passo de cada vez, sempre um novo desvelar das mais ínfimas dobras do corpo. Cada respiração, cada gesto era uma completude. Nada mais era necessário além daquele olhar e ,mesmo assim, havia mais, sempre mais. Os corpos escorriam, misturavam-se tortuosamente com uma simetria quase perfeita. Era tudo tão leve, tão profundo, tudo tão silencioso.

-A primeira delas é bem simples, na verdade é algo que já fazemos intuitivamente. Consiste em colocar a mão sobre o corpo no ponto onde há dor ou desconforto. Uma proposta interessante é pedir ao corpo que te diga onde você deve por suas mãos, assim nos permitirmos sermos guiados para realizar uma cura muito eficiente. Eu particularmente gosto de colocar as mãos sobre os joelhos, sinto que quando posiciono as mãos dessa forma quando estou sentado em posição de lótus consigo juntar energia para as minhas atividades cotidianas.

-O segunda técnica é colocar a mão nas posições padrões do Reiki que foram sistematizadas por Hawayo Takata, a mulher responsável por trazer o Reiki para o ocidente. Com essas posições se cobre praticamente o corpo inteiro com as mãos. Deixe as mãos em cada posição por no minimo 3 minutos.

Sintonização

Antes de explicar o processo gostaria de enfatizar que nossas mãos tem uma capacidade de cura natural, já somos curadores, nascemos assim. Tudo que vou escrever agora é apara aprimorar essa capacidade natural, para amplia-la.

Esse processo foi me dado como um presente do universo, uma dádiva divina que abre um leque de possibilidades imensas. Trata-se de uma forma de sintonização com a energia vital que é absolutamente simples, porém demora duas semanas. Esse tempo é para que nos limpemos e nos habituemos com a energia, a partir do momento que já passamos por um processo de iniciação ou tenhamos capacidade de lidar com bastante energia o tempo necessário é bem menor.

Vamos ao processo:

A purificação – Essa etapa tem por objetivo limpar seu corpo físico, suas emoções e pensamentos, bem como aumentar sua sintonia com a espiritualidade. Ao longo de 7 dias mantenha em sua mente o objetivo de purificar-se e aumentar seu nível energético. A mentalização fará boa parte do trabalho, principalmente se no horário do banho mantivermos a atenção plena no desejo de purificar-nos e na hora das refeições focarmos no desejo de aumentar nosso nível energético. Nesse período as orações, mantras, visualizações devem ter esse pedido incluído.

Nessa etapa você poderá usar a luz do amor para purificar-se, porém ensinarei como usá-la nos próximos textos.

A habituação – Nessa etapa nós escolhemos um objeto para servir de ancora para a energia que iremos nos sintonizar. Com o contato direto com esse objeto vamos nos harmonizando com a energia e assim ampliando nossos canais de energia (essa etapa é extremamente útil para evitar crises de cura* e aumentar a eficiência da sintonização).

Para realizar esse processo procure um local tranquilo e sentado entre em um estado de relaxamento. Você já terá que ter escolhido o objeto nesse momento (eu recomento uma pedra de rio de porte médio ou um cristal de quartzo). Segure o objeto entre suas mãos, respire profundamente várias vezes e afirme:

“A partir de agora, esse objeto é uma ancora para a energia vital universal. Quando toco esse objeto entro em contato com a energia aqui ancorada.”

Segure-o por 30 minutos após a afirmação e procure sentir a energia fluindo de suas mãos para o objeto. Durante uma semana medite com esse objeto, toque-o sempre que possível e tente lembrar-se dele várias vezes ao dia. Isso fará com que seu ser vá se habituando a nova energia.

A Sintonização – Sentado confortavelmente em um espaço tranquilo e silencioso onde não será interrompido por 20 minutos. Tome o objeto na qual a energia está ancorada entre suas mãos, mantenha o foco nele e afirme:

“Eu, filho da suprema criação (ou algum outro vocativo de seu agrado), agradeço por esse contato com as forças superiores. Peço para ser sintonizado com a energia vital universal com o propósito de usá-la quando necessário, de acordo com a ordem divina e para o bem de todos – respire profundamente várias vezes, sinta a energia fluir pelo seu corpo, depois afirme 3 vezes – Eu estou sintonizado”.

Fique parado na mesma posição e permita a energia fluir pelo seu corpo por pelo menos 15 minutos. Após isso agradeça.

Depois de ter feito a sintonização é bom tomar bastante água, tomar uma ducha ou utilizar qualquer outra técnica de aterramento que você goste.

E por fim, mãos a obra, use essa nova energia em uma auto-aplicação.

Notas:

Esse procedimento pode ser feito mais de uma vez.

Você pode usar esse mesmo processo para outros sistemas de cura. Ao invés de pedir para ser sintonizado com a energia vital universal, peça para ser sintonizado com a energia do sistema de cura angelical, por exemplo.

Com esse procedimento você já possui a capacidade de utilizar-se dos símbolos de cura do Reiki, porém existe um outro processo que vou ensinar que amplia sua capacidade de trabalhar com eles.

É com muita alegria que escrevo esse texto inicial da série mãos radiantes. Ao longo de vários anos tive a experiência de estudar e me aprofundar em diversos métodos de cura alternativos, entre eles a cura com a imposição das mãos. É fantástico o que pode ser feito parar criar uma vida mais harmoniosa e alegre usando o simples toque. Como ouvi uma vez: “Nossas mãos são nossas caixinhas de ferramenta ambulantes, só temos que lembrar de utilizá-las”.

Ao longo dessa caminhada conheci muita gente fantástica que sua simples presença irradiava luz. Algumas delas eram curadoras profissionais, outras estudavam o assunto, porém havia entre elas pessoas que nunca estudaram o assunto, ou que conheciam mas não praticavam nenhuma técnica de cura (curar elas já estavam curando, mesmo sem ter plena consciência disso) por simplesmente não ter nenhum curso, nenhum diploma na parede.

Isso sempre me entristeceu, pensar o quanto elas poderiam aprimorar em suas vidas e ajudar o próximo mas não o faziam por um entrave, por um medo. È por esse motivo que me propus a escrever essa série, para ajudar as pessoas a se apoderarem de seu dom natural de curar com as mãos. Para isso vou ensinar um processo de sintonização com a fonte de energia vital universal* , a sintonização com os símbolos de cura, a sintonização com cristais e ervas etéricos bem como com a energia dos animais de poder. Além disso vou escrever sobre as técnicas essenciais para aplicar a cura com as mãos e caso alguém queira se aprofundar no processo posso fornecer iniciações em Kundalini Reiki, Reiki Dourado e Cristais etéricos.

*Pessoal, eu optei não usar o termo reiki nessa série para não haver conflito com as pessoas que ainda acreditam que é fundamental uma iniciação para se trabalhar cura utilizando-se de uma fonte de energia divina. Particularmente acho o processo de iniciação muito bonito, uma experiência fantástica; mas acho que ele não é imprescindível para que alguém desenvolva a capacidade de curar com as mãos.

Essa é a frase que volta e meia veio a minha cabeça essa semana e é um pouco disso que gostaria de dividir. Quando olho a minha volta vejo que estou repleto de pessoas que constantemente lutam por melhorias em nosso mundo. Seja através de um ombro amigo, através do engajamento em dar uma aula bem dada, na luta por movimentos sociais e políticos eficientes ou até mesmo no esforço continuo de se conhecer, todos estão curando o mundo.

Essas pessoas me dão força diariamente para que a meu modo cure o mundo e concretize nele a minha força criativa. Sou muito grato a todas elas. Umas mesmo indo para longe – em busca de conhecer mais e mais sobre si ou m busca de uma vida mais coerente com seus princípios – ficam em meu coração como uma chama. Um fogo ardente que diz que o mundo pode ser muito melhor do que tem sido. Elas também me dizem que nesse processo são necessários alguns sacrifícios – é necessário muita força para sair de onde estamos, do nosso ninho e irmos em busca de algo a mais, algo novo, algo que nos traga mais e mais de nós mesmos.

Esses sacrifícios são doces também, são energizastes pois nos abrem para novas experiências, novas vidas.  Nós, os que ficamos, não permanecemos no mesmo lugar. Todos somos tocados por essa imensa força que é a mudança. No fim das contas, apesar da dor, creio que ficamos mais belos, mais radiantes – como diz um grande amigo meu – depois que aceitamos que a natureza da própria vida é a mudança. Não digo que é fácil, mas não deixa de ser bonito todo esse processo.

No final de tudo creio que nossa beleza radiante se irradia. Essa força que nos tocou irá tocar outras pessoas que estão a nossa volta e assim sucessivamente. Esse movimento ao infinito leva ao princípio de que nossas mudanças alteram o todo, mesmo que lentamente.

O ensinamento essencial que esses amigos deixaram em meu coração é que seguir os desejos de nossa alma, nos permitir sermos levados por essa força tão profunda e nos comprometermos com ela é nos permitirmos sermos curados, é nos permitirmos sermos mais autênticos. Para mim isso é revolucionário, fazer isso é o primeiro grande passo para curar o mundo.

E aos que se vão deixo meu pedido final fazendo das palavras de Gonzaguinha as minhas e digo que se eu chorar e o sal molhar o meu sorriso, não se espante e cante, que teu canto é minha força pra cantar.

Todos os corpos dançam

Tudo se move em um balé preciso e inespecífico

cada movimento, cada pensamento, cada emoção

cada de cada é o sonho de uma grande bailarina

cada pedaço é uma bailarina

a respiração é um dança cósmica

cada gozo uma dança organica

cada pensamento é um rodopio

e os sorrisos…  um luminoso e grandioso final

 

O balanço do ônibus, a corrida pra chegar no horário ao trabalho…

as mordidas vorazes no cachorrão, atravessar a faixa de pedestres…

 

Quando olharmos de longe, os carros passando debaixo do viaduto

ou os corpos lutando pra entrar no metrô

olhamos de fora uma dança magnifica da qual fazemos parte

a dança cotidiana.

 

Tambores

Acordou meio zonzo por causa das batidas dos tambores. Levantou-se e com um ar cansado, pensando “de novo, de novo não”. Estava de saco cheio dessa vida de fogueiras e tambores… queria outras experiências. Não dava mais para viver cheio de respostas e soluções mágicas pra tudo – exaustivo, isso. Queria uma vida mais simples, mais tranquila,… melhor dizendo, uma vida normal. E tinha conseguido isso – por apenas um mês, mas tinha. Tentava afastar tudo ligado a isso da cabeça e do corpo, tanto que se irritava quando algumas pessoas, por força do destino, ou por não saber direito o que fazer, entravam em um devir tribal ou “viravam índio”, como ouviu uma vez – nada disso o agradava. Queria um pouco de sossego, um sono tranquilo. Mas, durante aquele mês de ser normal o sono tranquilo não veio, e pior: os sonhos se intensificaram. Nem levava os sonhos mais para a terapia. Eram tantos em uma noite só que uma hora por semana não seria o bastante para compreender nem um terço do que se passava no mundo onírico. Já estava tão acostumado a sonhar que nem fazia questão de lembrar (na verdade, fazia questão de esquecer)… levantar rápido, fazer o café ouvindo alguma música bem grudenta: tudo para que o sonho não pudesse voltar à memória.
Mas aquela noite foi diferente. A alcatéia, lobo dançando ao luar, olhar pra cima e ver uma estranha figura planar nas alturas, tornar-se homem, beber de uma água púrpura… isso tudo havia mexido com ele, e algo estava diferente naquela manhã, sem fuga.Fechou os olhos, e foi como se tivesse sorvido mais umas gotas daquela água, gosto amargo na boca. O que era aquilo?

Encheu-se de silêncio e respiração: era o começo da jornada.

Crises e vales

Senti como se fosse uma punhalada no meu estomago – para falar a verdade não foi bem isso que senti. O que me tomou por inteiro foi um peso, um aperto no peito, mas achei que estamos tão acostumados a andar com esse aperto em nossos peitos que não seria nada atrativo um texto com um tema tão comum. Mas é nesse cotidiano que vivemos e o que considerei novo aqui não é bem a dor no peito mas como foi fantástico lidar com ela de um modo totalmente novo.
Pela primeira vez não tentei sorrir ou fingir que ela não existia, pela primeira vez minha apatia estava tão forte ao ponto de dizer “foda-se, quer explodir dentro de mim, que exploda, eu não ligo”. Quando disse isso a dor se tornou imensa, quase insuportável e por um tempo eu quis deligar o foda-se, mas por força extrema misturada a um orgulho monumental eu me convenci de que agora que me lancei no abismo eu vou cair até o fim, fosse qual for o fim, eu ia até ele.
O vento na janela do carro, as lagrimas explodindo em meus olhos, eu continuei, é estranho como sempre achamos que não suportamos mais quando estamos na metade do caminho. Não, não era mais possível continuar, mas o meu orgulho não me permitiu parar, e mais lagrimas corriam – não sabia mais porque eu estava chorando, só sei que chorava.
E foi um bom tempo do que agora chamo de lenga-lenga, mas que na hora não parecia nenhuma frecura, era pura dor.
Cheguei ao fundo, isso é o que importa, cheguei ao que achava que nem existia dentro de mim, cansado de chorar uma explosão de cores me percorreu, uma vontade de viver enorme estava me penetrando e preenchendo lacunas dentro de mim, mesmo que eu não tivesse ao certo porque elas existiam ou mesmo se existiam… o que sei é que a vida veio como um desejo de respirar fundo, de saborear cada sentimento, cada encontro, cada momento solitário. Eu queria estar alí naquele momento, eu estava ali naquele momento, totalmente presente e mais que tudo, inteiro.
Quando nos lançamos a morte, quando deitamos em seus braço como se fossem braços de uma amante, já não há motivos para morrer. Aquilo que queria, precisava morrer já está morto.
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